Joel Camara Sampaio de Arruda Camara, Advogado

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Comentário · há 4 meses
Roberto Parentoni,
Comecei meus estudos jurídicos-criminais, sobre o sistema penitenciário brasileiro, quando ainda era estudante do Gynásio Pernambucano, em Recife, em 1958, com 25 anos.
Fui autodidata até então.
De 1959 a 1961 estudei com o Psiquiatra Lamartine de Holanda Junior, no Grupo de Estudos Psicológicos e Psiquiátricos.
Já como estudante de Direito estagiei na Casa de Detenção do Recife e constatei que o sistema penitenciário não reeduca ninguém.
Ao contrário, torna o criminoso primário em bandido comum, que ao retornar ao convívio social voltava a delinquir.
As exceções, como o caso estudado por nós, do ex cangaceiro de Lampião, “Curió”, só confirma a regra geral.
O retorno à liberdade, muitas vezes, significa um embaraço para o ex detento, como ocorreu com um assassino que na cadeia aprendeu a cuidar de uma pocilga e que quando terminou a pena, para não ser posto em liberdade, matou outro detento, com o qual não tinha relacionamento de amizade.
Anos depois
Morreu na cadeia.
Feliz!
Depois de fazer mais de seiscentas anamneses e realizar mais de mil psicotestes de Münsterberg, Taylor, Neymann-Kohlstedt, Fritz Künkel, Bernreuter, Rorschach, T.A.T, Raven, Szondi e Mira, vi no caso de Curió o único exemplo de ex-presidiário, que agarrou de corpo e alma a nova chance de vida e deu a volta por cima, seguindo de cabeça erguida o traçado de um novo caminho, se tornando um “reeducando” exemplar.
Não acreditarmos na possibilidade, de reeducação e reinserção normal do infrator à sociedade com o atual sistema prisional, mas acabar com o aparato prisional, não é a solução.
Nossa tese ganhou o primeiro prêmio na III Jornada de Estudos Psicológicos e Psiquiátricos de Pernambuco, em julho de 1961 com o título “Da Reabilitação do Delinquente e sua problemática”, com sugestões em Memorial dirigido ao Governador do Estado (Jornal do Comércio – 21 de maio de 1961).

Mas essa tese ganhou, também, o título jornalístico de “Plano Subversivo” (Diário de Pernambuco – 19 de julho de 1961) e fui proibido de entrar na Casa de Detenção do Recife e de continuar nossos estudos sobre o assunto.
E por isso ao ingressar como advogado nas Ligas Camponesas de Pernambuco e fui preso como “subversivo” e passei os anos de 1963 e 1964 na cadeia.
E se alguma autoridade, estudioso quiser que nós façamos uma exposição de motivos de nossa tese dirijam-se a joelarrudacamara@gmail.com

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